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Apoie as 07 medidas para combater a corrupção jurídica e a democracia de aparência. Dê o seu voto pelo fim do "AUXILIODUTO" e do "FORO PRIVILEGIADO"
Considerando que com salários de R$30.000,00 (trinta mil reais) por mês, é possível se alimentar e morar de maneira adequada.
Considerando que os auxílios é uma forma criminosa de aumentar salários, burlar o teto constitucional, sonegar imposto, e evitar o desconto da previdência.
Considerando que a corrupção jurídica corrói os mais elementares princípios do regime democrático, propomos:
1. Extinção de qualquer tipo de foro privilegiado.
2. Revogação da lei que impede que alguns ocupantes de cargos públicos sejam presos em flagrante, indiciados em inquérito ou investigados pela Polícia Judiciária como qualquer cidadão.
3. Instauração de rigorosa investigação Policial para apurar a legalidade dos pagamentos efetuados a título de verbas retroativas em folha complementar “mensal” do Ministério Público.
4. Observar a rigorosa divisão de atribuições entre investigar e acusar, pois o acúmulo de atribuições é mecanismo que facilita a corrupção jurídica.
5. Propor ao Ministério Público Termo de Ajustamento de Conduta Moral prevendo a imediata interrupção dos pagamentos de todos os tipos de “auxílios”.
6. Propor ao Ministério Público um Acordo de Devolução Premiada, prevendo o reentesouramento dos valores desviados dos cofres públicos através da corrupção jurídica, em parcelas mensais, com incidência de juros e correção monetária, para que possam ser reinvestidos em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
7. Revisão dos repasses de verbas públicas ao Poder Judiciário, Legislativo, e ao Tribunal de Contas e Ministério Público, implantando novo modelo de autonomia financeira, restrita aos investimentos para execução da atividade-fim.
O “Auxílio Vorcaro” e a insignificância dos penduricalhos
Ao que parece, uma ala dos Ministros do Supremo Tribunal Federal não percebeu ainda a extrema gravidade dos últimos episódios. Comportam-se como um piloto de avião em queda livre que se diverte jogando cartas. Não me surpreenderia se durante a semana convocassem uma coletiva de imprensa para anunciar medidas rigorosas de austeridade e transparência, e claro, não aplicável aos Ministros que sequer vislumbraram a necessidade de um código de ética.
O Presidente da Suprema Corte já anunciou uma primeira medida. Dar um fim na aberração jurídica do inquérito “fake” instaurado para apurar “fake news”. Parece até piada. Com todo respeito, ainda bem que o douto Ministro Fachin é jurista e não médico, pois sem percepção de gravidade, fosse o médico emergencista de um hospital público, ministraria um novo shampoo ao paciente que está em parada cardíaca.
Bem, a considerar a elevada “criatividade” de algumas autoridades, também não me surpreenderia se dentre outras medidas rigorosas de austeridade e transparência fosse anunciado que os beneficiados com o “auxílio Vorcaro” não mais terão direito aos demais auxílios, ficando suspenso os pagamentos do “Auxílio whisky Macallan”e “Auxílio Charuto Montecristo”.
Aos poucos estamos descobrindo que os penduricalhos do “auxilioduto” são desvios de menor potencial ofensivo aos quais podem ser perfeitamente aplicados o princípio da insignificância se comparados aos valores do “Auxílio- Vorcaro”. Chega a ser estonteante o elevado grau de criatividade “jurídica”para a prática de condutas não republicanas. A tática dos discursos bonitos em público para acobertar atitudes feias no privado amplia o desencanto com a democracia.
Pode ser que sejamos ainda supreendidos com outra medida inusitada, que seria a substituição do inquérito “fake” para apuração das “fake News” por outro inquérito para “proteger” a democracia visando apurar qualquer crítica aos Ministros da Suprema Corte beneficiados com o “auxílio Vorcaro”. Não entendendo que o princípio da moralidade é um dos pilares de sustentação do sistema democrático, ainda há os que acreditam que qualquer crítica aos dedicados Ministros é um brutal ataque contra a democracia.
Apesar de todo este cenário caótico e desolador, não devemos jamais perder a confiança nos elevados valores democráticos. Esperamos que os Ministros e demais envolvidos sejam investigados, mas que tenham seus direitos humanos e fundamentais, dentre os quais o devido processo legal e a presunção de inocência, integralmente respeitados. Esperamos também que as palavras do delator não sejam recebidas como verdade absoluta e transformadas em prova incontestável, assim como ocorreu no Caso delegado Rivaldo e Outros, um dos maiores erros judiciários da história recente do nosso país, gerado no seio da Suprema Corte.
Marques Claudio Marques Rolin e Silva – é advogado, sócio do Escritório Marques e Durães, Coordenador de Ações da Comissão de Direitos Humanos Irmãos Naves. Autor dos livros Operação Sepulcros Caiados I – Desvendando a “face oculta” do Ministério Público Brasileiro e Espírito Santo, a Força Infalível do Amor. Delegado de Polícia veterano do Paraná, graduado em direito pela UEL e em teologia pela Faculdade Sul Americana. Pós graduado em Direito Público, Especialista em Gestão de Segurança Pública e Pós Graduado em APH-Policial e pós graduado em capelania e aconselhamento pela FABAPAR. Integrou o Corpo de Fuzileiros Navais, foi Policial Militar e Investigador de Polícia. Atuante na defesa dos direitos humanos e no âmbito do Projeto Clamores da Inocência, promove a apuração e busca desenvolver mecanismos de prevenção à fraudes processuais e erros judiciários. No âmbito do Programa Proteção ao Protetor, atua na defesa e proteção jurídica de integrantes das Forças Policiais e demais servidores públicos. Apoia e desenvolve projetos de missões evangelísticas e humanitárias de alto impacto. (41-99846-2701)
Data da postagem: 06/09/2026